
O discurso de democracia e liberdade parece mudar conforme a conveniência. Antes das eleições, frases como “os fascistas não passarão” eram repetidas com frequência. Agora, depois do resultado das urnas, surge a indignação quando cidadãos decidem boicotar empresas ou deixar de comprar determinados produtos por questões políticas.
A contradição apontada por críticos é justamente essa: se antes diziam que os fascistas não deveriam passar, agora parecem querer que os mesmos cidadãos, rotulados dessa forma, continuem comprando deles.
Afinal, onde fica a liberdade de escolha? O consumidor também tem o direito de decidir onde gastar o dinheiro que conquistou com seu próprio trabalho. Democracia pressupõe liberdade de expressão, de opinião e também de consumo.
Se existe liberdade para escolher em quem votar, também deve existir liberdade para escolher de quem comprar.


