
A concessão de asilo pelos Estados Unidos a Flávio Bolsonaro após as eleições provocou críticas de setores da esquerda brasileira. Entretanto, a decisão do governo Lula de conceder asilo diplomático à ex-primeira-dama do Peru, Nadine Heredia, condenada a 15 anos de prisão por lavagem de dinheiro, também levanta questionamentos sobre os critérios utilizados para conceder proteção política.
Nadine Heredia desembarcou em Brasília após receber asilo diplomático do governo brasileiro. Ela estava acompanhada do filho de 15 anos e foi transportada em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB). Posteriormente, seguiu para São Paulo, onde permaneceria.
A ex-primeira-dama e seu marido, o ex-presidente peruano Ollanta Humala, foram condenados a 15 anos de prisão por lavagem de dinheiro. Segundo a acusação, o casal recebeu recursos ilegais da Venezuela, durante o governo de Hugo Chávez, e da construtora brasileira Odebrecht, atualmente denominada Novonor, durante as campanhas presidenciais de 2006 e 2011.
No dia da sentença, Nadine não compareceu à audiência e procurou a Embaixada do Brasil em Lima. Já Humala compareceu ao julgamento e foi preso após a leitura da condenação.
A defesa de Nadine nega as acusações e sustenta que ela é vítima de perseguição política. Os advogados também questionam a condução do processo judicial e alegam que a ex-primeira-dama enfrenta problemas de saúde, incluindo a recuperação de um câncer.


