
Integrantes do governo Lula têm mostrado preocupação de que uma derrota de Donald Trump na eleição para o Congresso dos Estados Unidos de meio de mandato possa ter reflexos para o Brasil. O temor é que, num cenário de vitória dos democratas, o presidente americano apele para o discurso de fraude, sem apresentar qualquer prova, e reforce suas críticas às eleições brasileiras.
Ao longo da última semana, Trump já disse que a eleição brasileira foi “uma vergonha”. Em outra ocasião, chegou a afirmar que o pleito no Brasil pareceu fraudulento, sem apresentar qualquer informação que sustentasse sua fala, mas disse que gosta de Lula. Em outro momento, afirmou que “os democratas são os maiores fraudadores das eleições, embora o Brasil esteja fazendo um bom trabalho nisso”.
As falas de Trump acenderam um alerta no Palácio do Planalto, que passou a traçar uma estratégia caso o presidente dos EUA parta para a iniciativa de atacar o Brasil em caso de derrota para os democratas no Congresso. O governo foi abastecido com relatórios e informações para compartilhar com a imprensa e autoridades americanas, contendo dados sobre a lisura das eleições brasileiras.
A estratégia é tentar evitar entrar em rota de colisão com Trump, mas não deixar que a especulação falsa sobre fraudes na eleição brasileira prospere.
Os EUA concederam permissão para que Flávio Bolsonaro e sua família permanecessem no país após o senador ser derrotado por Lula na eleição presidencial. A imprensa americana revelou que pessoas ligadas à gestão Trump ajudaram Flávio a fugir para aquele país. Via O globo


