
Em meio às fortes chuvas que castigaram a cidade de Maringá (PR), localizada no norte do Paraná, nesta segunda-feira, 2, mais de 30 presos detidos na Colônia Penal Industrial de Maringá (CPIM) vão ajudar as equipes que atuam na recuperação do município.
De acordo com informações do portal GMC Online, 32 detentos apoiarão o trabalho do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil no atendimento às ocorrências e na recuperação de áreas atingidas pelo temporal.
Desde as primeiras horas do dia, equipes da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), da Secretaria de Limpeza Urbana (Selurb) e da Defesa Civil vêm trabalhando na retirada de árvores e galhos que caíram sobre ruas e avenidas. Eles também atendem a ocorrências relacionadas a imóveis danificados, queda de postes e veículos atingidos.
A Prefeitura de Maringá, que decretou estado de calamidade pública no município, orienta que os moradores não tentem retirar árvores ou galhos por conta própria. Os materiais podem estar em contato com a rede elétrica, o que representa risco de choque.
Maringá entrou em estado de calamidade pública por causa das fortes chuvas. O decreto foi assinado pelo prefeito Silvio Barros (PP).
Entre meia-noite e 7 horas desta segunda-feira, a cidade registrou 49,8 milímetros de chuva, segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).
A decretação da calamidade pública em Maringá permite contratações e liberação de recursos emergenciais de forma mais rápida.
De acordo com informações do Simepar, as rajadas de vento durante a madrugada chegaram a 81 quilômetros por hora (km/h) por volta das 3h30. Pouco depois, no aeroporto da cidade, bateram 96,3 km/h.
A força dos ventos causou a queda de dezenas de árvores em toda a cidade, o que levou ao bloqueio de ruas e avenidas. Segundo a Companhia Paranaense de Energia (Copel), cerca de 82,2 mil imóveis estão sem energia elétrica.
Diversos estabelecimentos comerciais foram severamente danificados com a força do temporal. Parte da cobertura do quartel do Corpo de Bombeiros da cidade caiu.
Até o momento, a Defesa Civil de Maringá não divulgou um balanço sobre o número de feridos, desabrigados e desalojados.


