
A base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já articula mudanças na proposta que acaba com a escala 6x1, aprovada pelo Senado Federal nesta quarta-feira (14), por 75 votos a 1. As alterações deverão ser apresentadas após as eleições e poderão excluir determinados setores das novas regras trabalhistas. Segundo informações divulgadas pela jornalista Roseann Kennedy, do Estadão, a orientação foi aprovar a matéria sem alterações, da mesma forma como havia passado pela Câmara dos Deputados, em maio, permitindo que o governo apresentasse a medida como uma conquista durante a campanha presidencial. Entretanto, o Palácio do Planalto e seus interlocutores no Congresso já tinham conhecimento da necessidade de realizar ajustes para evitar problemas em determinados segmentos da economia. A proposta prevê o fim da jornada de seis dias de trabalho para apenas um de descanso, com duas folgas semanais e redução gradual da carga horária de 44 para 40 horas, sem diminuição salarial. Apesar da aprovação, as articulações revelam que integrantes da própria base governista já discutem mudanças que poderão restringir o alcance da medida depois da disputa presidencial. Para críticos, o episódio caracteriza um estelionato eleitoral, diante da decisão de aprovar a proposta antes da votação para favorecer politicamente Lula, enquanto mudanças capazes de excluir setores ficam para depois das eleições. Via eomundo


