
A Polícia Federal informou nesta quarta-feira (28) que a viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos Estados Unidos, acompanhado da esposa e das duas filhas, não caracteriza, por si só, uma situação de fuga nem justifica automaticamente medidas cautelares, como prisão ou vigilância permanente.
A manifestação ocorreu um dia após o parlamentar não cumprir uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para entregar seus passaportes pessoal e diplomático.
No domingo (25), após o encerramento das eleições presidenciais, Moraes atendeu a um pedido da própria Polícia Federal para apreender os documentos do senador. A solicitação foi fundamentada na avaliação de um possível risco de saída do país em meio às investigações às quais ele responde no Supremo.
Em comunicado, a PF esclareceu que a existência de restrições relacionadas aos documentos de viagem não torna automaticamente uma pessoa foragida nem autoriza, por si só, a imposição de outras medidas cautelares.
A corporação também afirmou que investiga as circunstâncias do descumprimento da ordem judicial, respeitando os limites estabelecidos pela legislação.
Segundo informações divulgadas pela Gazeta do Povo, a Polícia Federal informou não ter registrado oficialmente a saída de Flávio Bolsonaro pelos postos brasileiros de controle migratório.
De acordo com informações oficiais do governo argentino citadas pelo jornal, o senador deixou o Brasil pela região de Foz do Iguaçu, entrou na Argentina por Puerto Iguazú na noite de terça-feira (27) e, posteriormente, embarcou em um voo privado para os Estados Unidos.
A declaração de voo obtida pela imprensa indica que a aeronave partiu de Puerto Iguazú nas primeiras horas de quarta-feira (28), realizou uma escala técnica em Guayaquil, no Equador, e pousou em um aeroporto executivo de Opa-Locka, na região metropolitana de Miami, na Flórida.
Conforme a publicação, Flávio utilizou um passaporte italiano na viagem, enquanto a esposa e as filhas viajaram com seus respectivos passaportes brasileiros.
O caso envolve o cumprimento de uma determinação judicial e segue sob análise das autoridades competentes.
Fonte: Gazeta do Povo.


