
A Secretaria de Estado das Cidades cancelou 445 aberturas de prioridade e suspendeu outras 304, envolvendo cerca de R$ 1,3 bilhão em projetos municipais. A justificativa apresentada é técnica: documentação incompleta e prazos vencidos.
Até aí, tudo dentro das regras. Mas a decisão, tomada logo após uma eleição que dividiu prefeitos entre diferentes candidaturas, levanta uma questão: todos os municípios receberam o mesmo tratamento?
As pendências eram impossíveis de corrigir ou algumas prefeituras poderiam ter recebido mais tempo para regularizar a situação?
Não se trata de convênios já assinados, mas de investimentos que muitas administrações municipais incluíam em seus planos. Por isso, seria importante conhecer a lista completa dos municípios atingidos e comparar os dados com o cenário eleitoral.
A documentação pode não ter preferência partidária. Resta saber se os critérios utilizados para analisá-la foram aplicados da mesma forma a todos.


