
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o Brasil não pode continuar eternamente dependente do Bolsa Família. A declaração ganha destaque em meio a novas discussões dentro do governo federal sobre possíveis alterações no programa social, que atende milhões de famílias em todo o país. Segundo informações de bastidores divulgadas nesta segunda-feira (26), a equipe econômica do governo Lula estuda um pacote de ajuste fiscal que inclui a revisão de benefícios sociais, mudanças em incentivos tributários e medidas para conter o crescimento dos gastos públicos. Entre os pontos em análise estão possíveis mudanças nas regras para trabalhadores que deixam o Bolsa Família após conseguir emprego formal. O governo também avalia mecanismos para identificar sobreposições entre benefícios e aprimorar o controle das despesas. As discussões ocorrem após alterações implementadas em 2025 na chamada Regra de Proteção, que permite às famílias continuar recebendo parte do benefício mesmo após aumentarem sua renda. Na ocasião, o governo reduziu de 24 para até 12 meses o período de permanência com 50% do benefício para determinadas famílias. Em outros casos, o prazo passou a ser de apenas dois meses, enquanto beneficiários já enquadrados na regra anterior mantiveram suas condições. Lula também defendeu investimentos em educação, qualificação profissional e geração de empregos para reduzir a dependência da população em relação aos programas assistenciais. As novas discussões sobre o Bolsa Família ocorrem logo após as eleições presidenciais, em um cenário de pressão sobre as contas públicas. Via eomundo


