Os cantores Caetano Veloso e Djavan estão entre os artistas confirmados para o “Ato Musical pela Democracia”, marcado para o próximo domingo (18), às 16h, na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. O evento acontecerá justamente no último domingo antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro, quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrentará Flávio Bolsonaro (PL) nas urnas. A participação dos artistas chama atenção devido aos patrocínios milionários concedidos por empresas estatais a projetos musicais associados aos cantores. Caetano Veloso, por exemplo, participou de uma turnê conjunta com Maria Bethânia que recebeu R$ 16,5 milhões em patrocínio do Banco do Brasil, segundo reportagens baseadas em dados de transparência da instituição. Já Djavan realiza a turnê “Djavanear – 50 Anos. Só Sucessos”, apresentada pelo Banco do Brasil, também com apoio da estatal.
Nas redes sociais, publicações passaram a associar os artistas a valores milionários de patrocínios culturais, reacendendo questionamentos sobre a destinação de recursos de empresas públicas. Os valores conhecidos estão vinculados a produções culturais e não representam necessariamente pagamentos pessoais aos cantores. Também não há comprovação de que esses recursos estejam financiando o ato político. Organizada pelos coletivos 342 Artes e Mídia Ninja, a manifestação contará com diferentes nomes da música brasileira e ocorrerá a apenas uma semana da votação que definirá o próximo presidente do país. A proximidade do evento com as eleições e os patrocínios recebidos por projetos dos artistas colocaram novamente em discussão os critérios de investimento cultural das empresas estatais. E você, o que pensa sobre artistas patrocinados por estatais participarem de manifestações políticas às vésperas das eleições? Fonte: Folha de S.Paulo, Banco do Brasil, NewMag e Jornal Ação Popular.