
Sindicato afirma que motoristas não podem arcar com prejuízos do setor e pede reunião com empresas e poder público. O presidente do Sindicato dos Motoristas (SINCONVERT), Olímpio Mainardes Filho, criticou a crise que atinge o transporte florestal em Telêmaco Borba e afirmou que os prejuízos não podem ser repassados aos trabalhadores. Segundo ele, os motoristas enfrentam condições precárias e insegurança financeira. “Alguém tem que pagar essa conta, e não pode ser o trabalhador”, declarou. O dirigente atribuiu responsabilidade pela situação à Klabin e apontou que a terceirização em cadeia e a chamada pejotização têm agravado o cenário, com transferência de responsabilidades trabalhistas e redução forçada de valores pagos pelos serviços. De acordo com o sindicato, a falta de equilíbrio contratual e de responsabilidade social tem levado empresas prestadoras a dificuldades financeiras, impactando diretamente motoristas e suas famílias. O SINCONVERT defende a abertura urgente de diálogo entre a Klabin, a JSL, empresas agregadas, sindicato e poder público, com o objetivo de rever contratos e garantir direitos trabalhistas. A reportagem deixa o espaço aberto para manifestação das empresas citadas.


