
O ex-assessor do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), Jerônimo Arlindo da Silva Júnior, conhecido como Júnior do Peixe, movimentou R$ 3,1 milhões em seis meses enquanto trabalhava no gabinete, um valor incompatível com o salário de R$ 3,3 mil líquidos. Parte desse montante, R$ 1,59 milhão, foi recebida de terceiros e R$ 1,57 milhão repassados a outras contas, segundo dados do Coaf enviados à CPMI do INSS e obtidos pela coluna. Júnior do Peixe também foi dirigente da Conafer, entidade investigada na Farra do INSS, suspeita de descontos irregulares em aposentadorias. Em nota anterior, ele afirmou que não tinha vínculo com a Conafer enquanto atuava como assessor de Motta e só assumiu cargo na entidade após deixar a Câmara. Atualmente, declara apenas o salário da Prefeitura de João Pessoa e não possui participação em empresas, tornando a origem da movimentação financeira investigada questionável. As informações são da colunista Andreza Matais, do Metrópoles.


