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FAB dependeu de verba de última hora para evitar paralisação

Relatório aponta que recursos só chegaram no fim de 2025, depois de manobra para retirar projetos do teto de gastos

Portal Curiúva
Por: Portal Curiúva Fonte: REDAÇÃO com revista oeste
02/03/2026 às 09h44
FAB dependeu de verba de última hora para evitar paralisação
Foto: Divulgação/FAB

A Força Aérea Brasileira (FAB) evitou a interrupção de seus principais programas militares em 2025 apenas após uma mudança nas regras fiscais no encerramento do ano. Segundo apuração do portal Metrópoles, a Aeronáutica enfrentou restrições orçamentárias severas que comprometeram a execução regular de contratos estratégicos. A solução veio somente em novembro, com a promulgação da Lei Complementar nº 221, que permitiu excluir despesas de defesa das metas fiscais e do teto de gastos. 

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O relatório da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (Copac) revela que o orçamento inicialmente previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025 foi insuficiente para cobrir as etapas contratuais. Diante da escassez de recursos, os responsáveis precisaram renegociar contratos e ajustar cronogramas de entrega para adequar os compromissos à disponibilidade financeira real da União.

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Manobra fiscal e liberação tardia

A nova legislação autorizou o Executivo a retirar do teto de gastos até R$ 5 bilhões anuais destinados ao PAC Defesa, priorizando a Base Industrial de Defesa. Em 2025, o governo pôde excluir até 60% desse limite. Com a regra, projetos como o cargueiro KC-390, os caças Gripen (FX-2) e os programas de helicópteros HX-BR e TH-X saíram das limitações fiscais usuais. 

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Apesar da mudança legal, a liberação efetiva da verba ocorreu apenas na segunda quinzena de dezembro de 2025, às vésperas do fechamento do exercício fiscal. O repasse tardio permitiu que a FAB quitasse etapas pendentes, incluindo o recebimento da última aeronave prevista no contrato do programa HX-BR, evitando o colapso dos projetos.

O documento da Copac ressalta que programas de defesa envolvem investimentos elevados e prazos longos, o que exige estabilidade financeira. O colegiado afirma que as restrições e a demora na liberação de recursos no início de 2025 prejudicaram o planejamento. A estabilidade orçamentária necessária para manter os contratos em dia só aconteceu após a alteração das regras fiscais no apagar das luzes do ano passado.

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