
A guerra protagonizada pelos Estados Unidos, por Irã e Israel entra em seu terceiro dia nesta segunda-feira (2/3) após o fim de semana de crescentes hostilidades. O confronto impactou diretamente ao menos 11 países e promete se estender pelos próximos dias.
O conflito começou a escalar no sábado (28/2), após um ataque coordenado por Washington e Tel Aviv, que resultou na morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. Em retaliação, Teerã lançou ofensivas contra bases militares americanas instaladas no Oriente Médio.
Até o momento, o saldo é de centenas de mortos e um rastro de destruição em diferentes países. Segundo a mídia estatal iraniana, a ofensiva de sábado deixou ao menos 200 mortos e mais de 700 feridos. Em Israel, nove morreram e cerca de 20 ficaram feridos em um bombardeio de Teerã a um prédio residencial.
Os Estados Unidos registraram as primeiras baixas militares, com a morte de três soldados em um ataque ao porta-aviões americano USS Abraham Lincoln, no Golfo Pérsico. Em pronunciamento nesse domingo, o presidente Donald Trump afirmou que “possivelmente” novas mortes devem ocorrer e prometeu vingança.
Os ataques retaliatórios do Irã alcançaram ao menos nove países. São eles: Bahrein, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Iraque, Jordânia e Omã. Os Emirados Árabes informaram três óbitos decorrentes da ofensiva iraniana, enquanto, no Kuwait, uma pessoa morreu. No Bahrein, destroços de um míssil interceptado causaram a morte de um trabalhador.
O aumento das tensões causa apreensão ao redor do globo. Trump sinalizou que as operações não devem parar até que “todos os objetivos sejam atingidos”. Ele não deixou claro quais seriam as metas do governo americano na região.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, alertou para o risco real de uma escalada ainda maior. “Por isso, uma transição credível no Irã é urgentemente necessária. Uma solução que restabeleça a estabilidade e abra caminho para uma solução duradoura”, ressaltou a líder europeia.
O Reino Unido ofereceu suas bases para os Estados Unidos lançarem ataques “defensivos”, destinados a destruir mísseis iranianos e lançadores de mísseis. De acordo com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, o país não participará de ataques, mas aceitou que os EUA usem a estrutura.


