
Depois de o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmar neste sábado, 28, que há “sinais crescentes” de que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, “não existe mais”, veículos da imprensa internacional, como a Reuters e o The Jerusalem Post, passaram a noticiar que ele pode estar morto.
Segundo esses relatos, equipes teriam localizado o corpo de Khamenei sob escombros, mas as autoridades iranianas ainda não confirmaram oficialmente a informação. A CNN informou que duas fontes do governo israelense afirmaram que o líder supremo estaria morto. De acordo com a emissora, uma imagem que mostraria o corpo circula entre autoridades, e um documento oficial estaria em preparação para formalizar a confirmação.
A Agence France-Presse informou que emissoras de televisão israelenses afirmaram que o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, e Netanyahu teriam visto uma fotografia que mostraria o corpo de Khamenei.
Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que as principais autoridades do país sobreviveram aos ataques. “Khamenei está vivo, até onde eu sei”, declarou.
Até o momento, Teerã não divulgou comunicado oficial confirmando a morte do líder supremo.
Ali Khamenei governa a República Islâmica do Irã desde 1989. Antes disso, ocupou a presidência do país de 1981 a 1989, durante o período posterior à Revolução Islâmica liderada por Ruhollah Khomeini. Ele tem 86 anos.
Desde 1979, ele foi alvo de diversas tentativas de assassinato. A mais conhecida ocorreu em 27 de junho de 1981, quando uma bomba explodiu durante um discurso em uma mesquita em Teerã. A explosão o feriu gravemente e deixou seu braço direito permanentemente paralisado.
O líder supremo teve seis filhos. Nos últimos anos, analistas apontaram Mojtaba Khamenei como possível sucessor no comando do regime.
Os EUA e Israel realizaram na madrugada deste sábado uma ofensiva coordenada contra alvos no território iraniano. Autoridades militares afirmaram que a operação mirou instalações estratégicas e estruturas ligadas ao programa militar de Teerã.
Trump classificou a campanha como “massiva e contínua” e declarou que o objetivo é impedir que o Irã desenvolva armas nucleares. Segundo ele, a ofensiva busca “defender o povo americano” de ameaças atribuídas ao governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel e contra bases americanas na região do Golfo. Países como Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque registraram explosões ou acionaram sistemas de defesa aérea.


