Quarta, 24 de Julho de 2024
10°C 24°C
Curiúva, PR
Publicidade

Jovem de Castro morre na guerra da Ucrânia após dois anos de luta

Murilo Santos, de 26 anos, embarcou para a Ucrânia em novembro de 2022

08/07/2024 às 12h55 Atualizada em 08/07/2024 às 13h11
Por: Portal Curiúva
Compartilhe:
Reprodução/Internet
Reprodução/Internet

Um jovem, natural de Castro, nos Campos Gerais, morreu lutando na guerra da Ucrânia. A morte aconteceu na cidade de  Zaporizhzhia. O falecimento de Murilo Lopes Santos, de 26 anos, foi confirmada pelos familiares. 

Continua após a publicidade
Anúncio

A mãe de Murilo, Rosângela Pavin Santos, contou ao G1, que o jovem se alistou voluntariamente e chegou ao país do leste europeu no dia 3 de novembro de 2022, motivado pelo desejo de lutar ao lado das forças ucranianas contra a invasão russa, que dura mais de dois anos.

Continua após a publicidade
Anúncio

"Ele falava: 'É muito covarde o que fizeram com a Ucrânia e eu quero defender'. E aquilo ficou na cabeça, no coração dele. Era o ideal que ele tinha", disse a mãe.

A guerra começou em 24 de fevereiro de 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia e fez ataques pela terra, pelo ar e pelo mar. O conflito não tem previsão de acabar. Em agosto de 2023, outro paranaense morreu na guerra, ele era curitibano e estudava Medicina.

Rosângela afirma que sempre foi contra a decisão do filho, mas não conseguiu impedir a ida dele para lá, já que, segundo ela, refletia a essência de Murilo. A morte do jovem foi confirmada na manhã da última sexta-feira (5).

No Brasil, o jovem serviu o Exército em Castro por cerca de um ano e meio e saiu apenas porque a instituição deu baixa após ter prestado o tempo de serviço militar. A mãe lembra que ele tinha o sonho de seguir na carreira militar.

Desde que ele saiu, ele nunca se desligou completamente. Ele fazia cursos online, aprendeu a língua, ele falava várias línguas. Ele fez o itinerário, comprou as passagens, foi sozinho, organizou tudo", relatou.

De acordo com a família, Murilo desembarcou em Cracóvia, na Polônia, e pegou um ônibus até a divisa com a Ucrânia. Depois, ficou cerca de um mês na cidade ucraniana Ternopil.

Em conversas com a mãe, o jovem relatava que não queria mais voltar a morar no Brasil e que tinha escolhido a Ucrânia como país para viver.

Segundo ela, Murilo era um homem reservado, de poucas palavras. O contato com ele era através de aplicativo de mensagens, que aos poucos foi ficando cada vez mais escasso.

"Quando ele foi, mais no início, ele ligava até chamada de vídeo. Mas ultimamente estava bem mais complicado, era só mensagem sem áudio. Fazia uns dois meses e pouco que eu não ouvia a voz dele", contou.

Priscila Pavin, tia de Murilo, relembra que o sobrinho era inteligente e buscava ser autodidata. Além disso, gostava muito de ajudar as pessoas e era apaixonado por animais. Ela relembra que o sobrinho resgatava os gatos que encontrava durante o trabalho.

"Muitas pessoas saíam das casas e deixavam os bichinhos, né? Ele sempre cuidava", disse.

Rosângela comentou ainda que Murilo não foi para a Ucrânia por conta do dinheiro e que, inclusive, investia o que ganhava em equipamentos melhores, como capacete, por exemplo, mesmo recebendo tudo do governo ucraniano.

Notícia da morte chegou por rede social

Rosângela teve o último contato com o filho na terça-feira (2), antes de ele ir para uma nova missão.

A notícia da morte chegou por meio de um colega de combate de Murilo, que mandou mensagem para o pai dele nas redes sociais na sexta, por volta das 11 horas.

"Ele falou que eles estavam sendo invadidos lá, que estavam sem luz. Disse que está bem complicado lá e que ia perder o contato [...] Ele disse que não poderia me dar muita esperança", relatou.

Ninguém da Ucrânia ou de embaixadas fez contato com a família, segundo Rosângela.

A família tem apenas um contato de outro brasileiro que também está lutando no conflito. Esse homem é natural do Rio Grande do Sul, segundo eles.

A angústia agora é tentar trazer o corpo do filho para o Brasil. A família diz não saber como e com quem falar.

"O que está sendo bem difícil é essa espera, porque a gente não sabe quanto tempo vai levar, quantos dias... Então, a gente fica de mãos atadas, sem poder fazer nada. Tô me sentindo muito impotente, a gente está bem perdido", lamenta a mãe.

O g1 entrou em contato com o Itamaraty e aguarda uma resposta.

Com informações do G1

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Curiúva, PR
12°
Tempo nublado

Mín. 10° Máx. 24°

11° Sensação
1.13km/h Vento
56% Umidade
0% (0mm) Chance de chuva
07h01 Nascer do sol
05h54 Pôr do sol
Qui 26° 12°
Sex 25° 14°
Sáb 26° 16°
Dom 29° 15°
Seg ° °
Atualizado às 22h02
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,59 -0,03%
Euro
R$ 6,06 -0,08%
Peso Argentino
R$ 0,01 +0,56%
Bitcoin
R$ 390,923,55 -0,01%
Ibovespa
126,589,84 pts -0.99%
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Anúncio
Publicidade
Lenium - Criar site de notícias