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Médicos são condenados por morte de bebê seis anos depois em Maringá

Na época da morte, a bebê Alhandra tinha 10 meses. Os médicos foram condenados por homicídio culposo

11/06/2024 às 21h50
Por: Portal Curiúva
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Reprodução/Redes Sociais)
Reprodução/Redes Sociais)

Dois médicos de Maringá, Evandro Luiz Felipe e Fabiana da Silva Saenger, foram condenados depois de seis anos, por homicídio culposo, pela morte da bebê Alhandra, em 2013. A causa da morte foi hemorragia pulmonar, choque séptico, pneumonia com derrame pleural, gastroemerite e choque hipovolêmico.

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A decisão diz que a conduta dos médicos foi negligente pois não evoluíram o prontuário médico de Alhandra, que na época tinha 10 meses. “É evidente que era necessário a existência de informações precisas quanto à evolução do quadro e condutas adotadas no atendimento médico da vítima, sendo cabal a negligência na conduta dos denunciados”, é o que diz a decisão.

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Desse modo, os médicos de Maringá denunciados foram condenados a pagar R$ 100 mil cada um para os pais da criança, além de pensão mensal.

Relembre a morte de Alhandra

Conforme consta na decisão da condenação dos médicos, Alhandra foi levada com febre à Unidade Básica de Saúde (UBS) pelos pais, no dia 5 de abril de 2013. No mesmo dia, a paciente foi encaminhada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Norte de Maringá e teve alta após exames. 

No dia 8 de abril, a bebê retornou à UBS com novo quadro de febre, dessa vez com diarreia e vômito, e foi novamente encaminhada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Norte de Maringá. Alhandra permaneceu na UPA e foi atendida por Evandro Luiz Felippe e, segundo o documento da decisão da condenação, a bebê foi diagnosticada com desidratação e “deveria ter sido submetida, de maneira insistente, ao procedimento de hidratação vigorosa com acesso endovenoso (EV) ou até mesmo acesso venoso periférico (AVP), o que não ocorreu”.

 

No dia seguinte, a médica Fabiana da Silva Saenger, atendeu Alhandra. “Quanto ao atendimento prestado pela referida médica, a perícia atestou que não foi realizada a devida avaliação da paciente e, mesmo assim, foi determinada a transferência para o Hospital Municipal de Maringá, que é de baixa complexidade”, de acordo com o documento.

No Hospital Municipal a bebê foi transferida em estado grave para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), onde veio a óbito.

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