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Polícia investiga imagens de invasão na Alep; dois manifestantes foram presos

A Comissão Executiva da Assembleia Legislativa do Paraná está apurando os danos causados à estrutura física do prédio do Poder Legislativo

04/06/2024 às 14h40
Por: Portal Curiúva
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 (Foto: Orlando Kissner/ Alep)
(Foto: Orlando Kissner/ Alep)

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) designou o Centro de Operações Policiais Especiais (COPE) para instaurar um inquérito para apurar a conduta dos manifestantes no momento da invasão do prédio da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Conforme comunicado, serão analisadas imagens que possam apontar possíveis crimes cometidos por grevistas na sede do Legislativo. 

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As imagens do circuito interno da Alep e do Centro de Comando e Controle Regional serão utilizadas na investigação, assim como um relatório circunstanciado da Polícia Militar e análises de peritos da Polícia Científica. Todas as informações também serão compartilhadas com o Ministério Público.

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No momento da confusão registrada na Alep, nesta segunda-feira (3), dois manifestantes foram presos em flagrante por dano contra o patrimônio público. Um homem e uma mulher foram autuados pelos crimes e vão passar por audiência de custódia.

A Comissão Executiva da Assembleia Legislativa do Paraná está apurando os danos causados à estrutura física do prédio do Poder Legislativo. Em um levantamento prévio, constatou-se a quebra de vidros e portas de acesso para o Plenário, o arrombamento do portão principal de entrada e depredação de cadeiras nas galerias.

Durante a madrugada desta terça-feira (4), uma equipe de manutenção realizou o conserto do portão da Alep, que foi alvo de destruição no momento da invasão.

Imagens mostram invasão na Alep

Imagens registraram o momento em que os manifestantes invadiram o prédio da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) pouco antes da sessão que votaria o projeto Parceiro da Escola, na tarde desta segunda-feira (3). Professores, educadores e servidores do Paraná iniciaram uma greve protestando contra o projeto nesta manhã, contra o que eles chamam de ‘terceirização’ das escolas públicas no estado.

 
Manifestantes invadem prédio da Alep antes de votação do projeto Parceiro da Escola
Manifestantes invadiram o prédio da Alep, em Curitiba (Foto: Reprodução / Alep)

Segundo apuração da RICtv, uma confusão foi registrada com bombas de efeito moral e confrontos dentro do prédio. Bombas estouraram no estacionamento e a porta de vidro no acesso pela rampa foi quebrada.

Os professores da rede estadual começaram a greve a partir desta segunda-feira (3), em protesto contra o projeto aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na semana passada. Segundo o APP Sindicato, o projeto se trata de uma privatização das escolas públicas do Paraná. Já o Governo do Estado afirma que a proposta tem como intuito otimizar a gestão administrativa e de infraestrutura das escolas mediante uma parceria com empresas com expertise em gestão educacional.

Veja o vídeo da invasão do prédio da Alep pelos manifestantes:

Manifestantes invadem a Alep antes da votação do projeto Parceiro da Escola (Vídeo: Colaboração / Redes Sociais / RICtv)

Projeto Parceiro da Escola

O projeto de lei 345/2024 pretende, de acordo com o Poder Executivo, otimizar a gestão administrativa e de infraestrutura das escolas mediante parceria com empresas de gestão educacional. 

“O texto, que tramita em regime de urgência, permite que empresas sejam responsáveis pelo gerenciamento administrativo das escolas, além de gerir terceirizados responsáveis por áreas como limpeza e segurança. Em um primeiro momento, o governo quer implantar o modelo em 200 escolas de 110 cidades. O número corresponde a cerca de 10% da rede”, informou a Alep em site oficial.

Já o sindicato da categoria, a APP Sindicato, argumenta que o texto da proposta autoriza a terceirização de praticamente todas as escolas. “De acordo com o Artigo 3º da proposta, o programa “poderá ser instituído em todas as instituições da rede estadual de ensino de educação básica, exceto nas instituições” de ilhas, de aldeias indígenas e comunidades quilombolas, da Polícia Militar, das unidades prisionais, que funcionem em prédios que não pertencem ao governo e nas que participem do Programa Cívico-Militar”, cita o Sindicato.

“A redação não deixa dúvidas de que as empresas terão interferência na área pedagógica das escolas, revelando que é mentira a afirmação do governo de que a contratação seria apenas para fazer a gestão administrativa”, diz o Sindicato.

Antes da invasão, ainda nesta segunda-feira, o governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Jr., concedeu uma entrevista coletiva e afirmou que “os sindicalistas fizeram um monte de fake news sobre o projeto que está sendo votado”, relata.

“Estamos trazendo aquilo que é mais moderno para a nossa educação, justamente para ajudar o diretor e todo o sistema pedagógico poder ter mais liberdade para trabalhar e não ficar cuidando da lâmpada apagada, não ficar cuidando da descarga estragada no banheiro”, frisou Ratinho Jr.

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