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Após morte de adolescente, especialista alerta para os principais riscos com celulares e carregadores

O brigadista Wesley Pinheiro comentou o caso e deu dicas para o manuseio de equipamentos eletrônicos

14/08/2020 18h36
Por: Portal Curiúva
Fonte: Banda B
Reprodução
Reprodução

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“Perdi meu filho por idiotice (…) E por causa de um acidente banal, sabe?”, descreveu em entrevista ao Metrópoles o pai de João Vitor Remus, de 13 anos, morto, no dia 6 de agosto, por uma descarga elétrica enquanto carregava o celular na fazenda da família, na cidade de Palmas, capital do Tocantins. Após a tragédia, ficam os questionamentos sobre o que poderia ser feito para evitar o acidente. Você saberia o que fazer? Diante disto, à Banda B conversou com um especialista para descobrir quais são os principais riscos e entender os cuidados necessários diante deste aparelho essencial no dia a dia: o celular.

Wesley Pinheiro é especialista em prevenção de incêndios e consultor de emergências. Em entrevista à Banda B, Pinheiro comentou o caso e disse que, infelizmente, a realidade de acidentes provocados por celulares é extremamente comum no Brasil. Logo de imediato, o consultor disse o que deveria ser feito na situação da criança vítima da descarga elétrica.

“Teria que desligar a energia. Em seguida, pegar um objeto não condutor para retirar a parte do carregador que estava preso na tomada. Um alicate poderia ser usado, por exemplo. Se você passar por algo assim e não sentir confiança, chame um eletricista”, detalhou.

Prefira os originais

O especialista, que atua há 22 anos na área e foi responsável pela brigada de incêndio da Coppe/UFRJ, chamou a atenção para um detalhe. O equipamento que ficou preso na tomada e levou a morte de João Vitor pode ser de baixa qualidade ou falsificado. Portanto, o risco que, já existem com os equipamentos originais e/ou de fábrica, fica maior quando lidamos com carregadores, baterias, fios e cabos condutores de energia de marcas desconhecidas.

“As mortes ainda são pequenas se comparadas ao número de equipamentos paralelos que, cada vez mais, são comercializados. Infelizmente, no Brasil, devido às baixas ocorrências, não existe qualquer tipo de orientação e/ou debate sobre este assunto. Enquanto isto, ocorre um acidente aqui; morre outro lá. É a realidade do nosso país que poderia contar com uma proibição para a circulação destes aparelhos genéricos”, criticou.

Bateria

Pinheiro reconheceu que o “grande vilão” do celular é a bateria. Visto que muitos acidentes podem ocorrer com o trato inadequado desta parte do celular, responsável por armazenar a energia do aparelho. De acordo com o entrevistado, todos deveriam estar atentos, por exemplo, aos locais de carregamento do celular. Algo que, na sua análise, não é pensado pelas pessoas.

“A lei de Murphy, existe. Se o celular esquentar demais, ele vai explodir. Isto normalmente acontece quando deixamos o equipamento carregando por mais tempo que o necessário. Deu 100%, tira! Carregue no chão, em um piso de cerâmica ou porcelanato. Use superfícies não inflamáveis, como o vidro, mármore. Não carregue perto de um sofá, da madeira, embaixo do travesseiro, superfícies condutoras em geral. Então, procure uma área fria e isolante da casa, sem materiais que possam entrar em chamas”, detalhou.

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