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Três colégios estaduais do Paraná estão na final da Olimpíada de Língua Portuguesa

São do município de Rebouças, com menos de 15 mil habitantes, no Centro-Sul do Estado, duas das três professoras da rede estadual finalistas da 7ª ...

02/12/2021 às 16h00
Por: Redação Portal Curiúva Fonte: Secom Paraná
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Foto: SESA
Foto: SESA

São do município de Rebouças, com menos de 15 mil habitantes, no Centro-Sul do Estado, duas das três professoras da rede estadual finalistas da 7ª Olimpíada de Língua Portuguesa (OLP). Maria Silmara Saqueto Hilgemberg, do Colégio Estadual do Campo de Faxinal dos Francos, e Carla Micheli Carraro, do Colégio Estadual do Campo de Faxinal dos Marmeleiros, classificaram suas turmas nas categorias de memórias literárias (6º e 7º anos) e crônica (8º e 9º anos), respectivamente.

Outra finalista é a professora Marciane Cocchi Dorta, do Colégio de Aplicação Pedagógica da UEL Prof. José Aloísio Aragão, em Londrina, na categoria documentário (1ª e 2ª séries do Ensino Médio).

“Chegar à final é uma forma de reconhecimento do esforço dos alunos, da turma e do professor. A final da Olimpíada reflete a formação dos estudantes, que a partir da escrita podem transformar a realidade em que vivem e podem escrever o próprio futuro”, resume a professora Carla, que trabalhou a competição em três de suas turmas.

Ela chegou à final com o 9° ano B de Faxinal dos Marmeleiros, com o relato de prática do trabalho “Admirável Texto Novo: aprimorando a linguagem na prática textual”, na categoria crônica.

Nesta 7ª edição, a OLP recebeu mais de 112 mil inscrições com a adesão de todos os estados brasileiros, 3.877 municípios e cerca de 27 mil escolas inscritas. Chegaram ao fim após as fases municipais, estadual e semifinal 80 delas, em cinco categorias: poema (para o 5º ano), memórias literárias (6º e 7º anos), crônica (8º e 9º anos), documentário (1ª e 2ª séries do Ensino Médio) e artigo de opinião (3ª série do Médio).

O tema das produções textuais era “O lugar onde vivo”, para resgatar histórias, estreitar vínculos com a comunidade, aprofundar o conhecimento sobre a realidade local e desenvolver a cidadania.

Outra finalista, a professora Maria Silmara foi uma das vencedoras da última edição da Olimpíada, em 2019, na categoria “Artigo de Opinião” com a estudante paranaense Fernanda de Souza Fagundes (hoje egressa da Rede). Desta vez, junto com alunos de 11 anos, a professora chegou à final na categoria Memórias Literárias com o trabalho “Palavras para além do tempo”.

“Essa é a função social mais bela do gênero: unir gerações por meio da palavra. Dar voz a quem tem experiência e saber ouvir é aprender uma lição de vida. Almejo, de coração, que esse hábito se perpetue e que os desejos dos entrevistados sejam atendidos, através da humanização que a Literatura provoca em nós”, relata a professora, que utilizou bastante a “sala de aula invertida”, na qual lançava uma ideia para pesquisa, a fim de tornar as aulas seguintes mais colaborativas.

Na última etapa, entre outubro e novembro, mais de 2.370 estudantes e cerca de 200 professores(as) acessaram o ambiente virtual de aprendizagem durante os encontros de semifinalistas, que reuniram docentes e suas turmas inteiras para participar das atividades formativas e culturais.

Foram quatro dias para cada categoria com atividades pensadas para proporcionar trocas, reflexões, aprendizados e afetos. Leituras conjuntas, discussões, rodas de histórias e produções individuais ou em grupo foram algumas das ações realizadas. Professores(as) e estudantes também tiveram palestras com nomes importantes das letras e do cenário cultural brasileiro, como Ailton Krenak, Jarid Arraes, João Wanderley Geraldi e Carol Bensimon.

REDAÇÃO PARANÁ- “A realização das oficinas do início ao fim [da olimpíada] foi bastante desafiadora, porque nós tivemos aula virtual, aula presencial. Mas a grande evolução dos alunos foi realmente no retorno com as aulas presenciais, no momento da reescrita de textos, de trabalho detalhado, gradativo, em conjunto com professora e alunos na sala de aula”, explica a professora Carla, que ainda no primeiro semestre deu início aos trabalhos com os estudantes através do Redação Paraná.

“Utilizei no momento da primeira versão textual, para atraí-los. Eles já conheciam a plataforma, gostavam, e a gente optou por fazer a primeira escrita lá, justamente porque corrige erros de ortografia, erros formais. O texto é como um diamante, precisa lapidar, começa bruto e vai lapidando, aprimorando.”

ANÚNCIO DOS VENCEDORES- Os vencedores da 7ª edição da Olimpíada de Língua Portuguesa serão conhecidos no próximo dia 10 em um evento on-line, com transmissão ao vivo, a partir das 18h, no Portal Escrevendo o Futuro e no canal da Olimpíada no YouTube.

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